quarta-feira, 14 de setembro de 2011

A triste realidade dos guardas civis metropolitanos de Manaus

A triste realidade dos guardas civis metropolitanos de Manaus





Com um salário inferior a R$ 900 por mês, os guardas civis metropolitanos de Manaus podem ser considerados verdadeiros heróis dessa cidade.

Para quem não sabe, são eles que fazem a segurança do patrimônio público municipal, nos edifícios, praças e parques. Sem revólveres ou pistolas, eles são responsáveis por manter a ordem pública nesses locais, muitas vezes, lutando com gangues e criminosos armados.

Lembro de uma história recente que aconteceu no Parque dos Bilhares, onde dois guardas metropolitanos conseguiram recuperar um laptop de um turista que descansava no banco, achando estar numa cidade pacata. Com força, coragem e segurando apenas um bastão, os dois guardas correram atrás do criminoso (que estava armado de faca) e conseguiram imobilizá-lo, devolvendo o equipamento ao seu dono.

Em conversa com alguns deles, cheguei a perguntar o que os motivava a enfrentar esse tipo de ação e eles me responderam: a responsabilidade e o respeito aos cidadãos. Nesse caso, afirmaram eles, “o dinheiro não conta” e nesse momento, disseram os guardas, “nem lembramos do nosso salário” (e acredito que seja melhor assim mesmo).

Na história profissional desses guerreiros, o que me deixou mais incomodado foi saber que a categoria reclamou que recebe o menor salário de produtividade do município, o equivalente a R$ 70 por mês. Eles também me disseram que trabalham em difíceis condições nas praças e parques, onde não têm banheiros para utilizarem nem água para beberem. Durante as 12 horas de trabalho, o que recebem são R$ 7 para suas refeições, dinheiro que mal paga uma marmita. Só que esse problema não é de agora, mas já se arrasta há anos.

Contudo, é triste saber, principalmente, que esses profissionais não têm o respeito e reconhecimento que merecem, pois arriscam suas próprias vidas para garantir a segurança do patrimônio público e até das pessoas. Faço, aqui, uma homenagem a esses quase 500 homens que apesar das dificuldades, não abandonam seus trabalhos. Que Deus os proteja e a sociedade os reconheça!

* Fonte: D24am.com

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